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Obras Digitais
Condições Periféricas: Desenvolvimento Geográfico Desigual no Paraná
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Fábio Rodrigues da Costa

 

No capitalismo o espaço geográfico é produzido, especialmente, com o interesse de multiplicação dos lucros, o que estabelece intensas e profundas desigualdades. O objetivo do livro é analisar a influência do capital na constituição de municípios periféricos no Estado do Paraná a partir do processo de reestruturação produtiva. A perspectiva do livro está na concepção dialética histórico-geográfica, cujo enfoque está no estudo da (re)produção do espaço, atentando para a possibilidade do devir e da transformação, enxergando a proposta marxista como uma concepção de mundo voltada para a emancipação dos seres humanos.
 
Estações de Tratamento de Esgoto por Zona de Raízes (ETE)
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Organização:
Jefferson de Queiroz Crispim
Mauro Parolin
Sandra Terezinha Malysz
Tamara Simone Van Kaick

 

 

O esgoto doméstico não tratado ainda é considerado uma das maiores fontes de poluição dos corpos hídricos no Brasil. Em nosso território, a coleta de esgoto por rede geral passou de 52,2% dos municípios em 2000 para 55,2% em 2008 (dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - 2008). Deve-se ressaltar que a importância do tratamento de esgoto não corresponde apenas à melhoria da qualidade dos corpos hídricos, mas que investimentos em saneamento básico reduzem significativamente os gastos públicos com saúde. A ualidade e o acesso aos serviços de saneamento estão diretamente relacionados à saúde pública.

A água encanada e tratada é considerada um grande benefício para as comunidades, mas se esse serviço não vier acompanhado de um sistema de tratamento de esgoto adequado poderá, em certos casos, não acabar com os problemas de saúde relacionados à veiculação hídrica, tal como verminoses, hepatite e diarréia.

Uma das opções baratas e eficazes no tratamento de esgoto é o sistema por zona de raízes que utiliza plantas macrófitas (plantas que vivem em brejos) para o tratamento de águas residuais.

A Estação de Tratamento de Esgoto por meio de Zona de Raízes (ETE) é um sistema que utiliza um processo de filtragem física em brita e areia, constituindo um biofiltro que está associado a plantas, estas devem formar a zona de raízes.

O sistema por zona de raízes, na sua concepção, busca aproveitar-se da capacidade que a própria natureza possui de auto-limpar-se. Vale destacar que esse tipo de sistema não é novo, e já vem sendo utilizado a mais de um século, principalmente em países europeus. No Brasil os estudos foram iniciados na década de 1970, com algumas pesquisas voltadas para lagoas, sendo que apenas na década de 1990 o desenvolvimento científico para este tema começou a aparecer com mais frequência.

Nesse momento você deve estar pensando: qual a importância das plantas nesse tipo de tratamento?

A função principal das plantas consiste em fornecer oxigênio ao solo/substrato através de rizomas que possibilitam o desenvolvimento de uma população densa de microorganismos, que finalmente são responsáveis pela remoção dos poluentes da água. Toda a água tratada e limpa pela Zona de Raízes pode ser devolvida à natureza sem prejuízos, evitando assim a sobrecarga de nutrientes aos corpos hídricos, e sem a contaminação do solo por ovos e cistos de verminoses no caso de ser lançado em valas de infiltração. Lembrando que para isso acontecer as técnicas e instruções aqui contidas devem ser seguidas a risca. Lembrando? que a ETE consegue reduzir as cargas orgânicas e nutrientes como Fósforo e Nitrogênio, que quando lançados em corpos hídricos podem ocasionar processos como o da eutrofização (excesso de nutrientes).

O propósito dessa cartilha é que seja um instrumento para melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais, em relação ao saneamento ambiental.

 
Paisagens Francesas: terroirs, cidades e litorais
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Organizadora:
Andrea de Castro Panizza

 

 

 

O livro “Paisagens Francesas: terroirs, cidades e litorais” consiste em uma obra produzida por franceses e traduzida por um conjunto de pesquisadores brasileiros. Seus nove capítulos estão subdivididos em quatro partes: Cidades e Jardins; Terroirs e Vinhedos; Maré e Paisagens e; Em outros mares. A primeira parte é composta por dois capítulos, que abordam o desenvolvimento da cidade de Lion e a instituição de jardins no vale do Loire. A segunda parte congrega três capítulos e dedicase a paisagem rural francesa, abordando especialmente os aspectos geográficos correlacionados a produção de uva e vinho. A terceira parte, com dois capítulos, ilustra as paisagens do litoral normando-bretão. A quarta parte, composta por dois capítulos apresenta os territórios franceses ultramarinos, dos trópicos aos pólos, com sua significativa diversidade paisagística..

 
Estações de Tratamento de Esgoto por Zona de Raízes (ETE) e Recuperação de Nascentes na Casa...
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Organização:
Jefferson de Queiroz Crispim
Mauro Parolin
Sandra Terezinha Malysz

 

  O esgoto doméstico não tratado ainda é considerado uma das maiores fontes de poluição dos corpos hídricos no Brasil. Em nosso território, a coleta de sgoto por rede geral passou de 52,2% dos municípios em 2000 para 55,2% em 2008 (dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - 2008). Deve-se essaltar que a importância do tratamento de esgoto não corresponde apenas à melhoria da qualidade dos corpos hídricos, também ao fato que os investimentos m saneamento básico reduzem significativamente os gastos com serviços públicos de saúde. A qualidade e o acesso aos serviços de saneamento estão iretamente relacionados à saúde pública.

A água tratada é considerada um grande benefício para as comunidades, mas se esse serviço não vier acompanhado de um sistema de tratamento de esgoto dequado poderá, em certos casos, não acabar com os problemas de saúde relacionados à veiculação hídrica, tal como verminoses, hepatite e diarréia. Uma das opções baratas e eficazes no tratamento de esgoto é o sistema por zona de raízes que utiliza plantas macrófitas (plantas que vivem em brejos) para o tratamento de águas residuais.

A Estação de Tratamento de Esgoto por meio de Zona de Raízes (ETE) é um sistema que utiliza um processo de filtragem física em brita e areia, constituindo um biofiltro que está associado a plantas, estas devem formar a zona de raízes. O sistema por zona de raízes, na sua concepção, busca aproveitar-se da capacidade que a própria natureza possui de auto limpar-se. Vale destacar que esse tipo de sistema não é novo, e já vem sendo utilizado a mais de um século, principalmente em países europeus. No Brasil os estudos foram iniciados na década de 1970, com algumas pesquisas voltadas para lagoas, sendo que apenas na década de 1990 o desenvolvimento científico para este tema começou a aparecer com mais freqüência.

Nesse momento você deve estar pensando: qual a importância das plantas nesse tipo de filtro? função principal das plantas consiste em fornecer oxigênio ao solo/substrato através de rizomas que possibilitam o desenvolvimento de uma população densa de microorganismos, quais finalmente são responsáveis pela remoção dos poluentes da água. Toda a água tratada e limpa pela Zona de Raízes pode ser devolvida à natureza sem prejuízos, evitando assim a sobrecarga de nutrientes aos corpos hídricos, e sem a contaminação do solo por ovos e cistos de verminoses no caso de ser lançado em valas de infiltração. Para isso acontecer as técnicas e instruções aqui contidas devem ser seguidas a risca. Lembrando que a
ETE consegue reduzir as cargas orgânicas e nutrientes como Fósforo e Nitrogênio, os quais lançados em corpos hídricos podem ocasionar processos como o da eutrofização (excesso de nutrientes).
A recuperação e proteção de nascentes traz à tona um conceito antigo, mas pouco difundido que é a proteção das nascentes com solo cimento. Entende-se por nascente o afloramento do lençol freático que vai dar origem a uma fonte ou cursos d'água (regatos,ribeirões e rios). Em virtude de seu valor inestimável dentro de uma propriedade agrícola, deve ser tratada com cuidado todo especial.
A nascente ideal é aquela que fornece água de boa qualidade, abundante e contínua, localizada próxima do local de uso. No aproveitamento de uma nascente, para consumo humano e de animais, recreação, etc., a primeira providência é a execução de análise química e biológica da água. Não deve ser esquecido que as nascentes são sujeitas estão contaminação e à poluição. O aspecto agradável que apresentam, especialmente quanto à limpidez e à temperatura, dá uma falsa sensação de segurança quanto a sua potabilidade e isenção de germes, pois podem existir focos de contaminação próximos ou distantes das nascentes.

A técnica de recuperação e proteção de nascentes foi desenvolvida com a finalidade de revitalizar as nascentes de águas assoreadas ou degradadas, localizadas nas propriedades de pequenos produtores rurais, bem como de recuperar a mata ciliar. O método consiste em limpar o entorno da nascente manualmente, colocando-se pedras e, em seguida, instalando-se tubulações. A cabeceira é vedada com uma mistura feita com solo, cimento e água. As pedras têm o objetivo de filtrar a água. As tubulações de várias espessuras servem para permitir o escoamento da água. Em seguida, é feito o plantio de vegetação ciliar nativa, num raio de 50 metros em torno da nascente. A partir disso, o ponto é isolado para evitar a contaminação por produtos orgânicos ou animais. A cartilha faz parte do projeto de pesquisa no 556116/2009-7, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e coordenado pelos organizadores. Nela você vai encontrar um passo a passo sobre como implantar o tratamento de esgotos por zona de raízes e como recuperar e proteger as nascentes. A intenção é que ela sirva de instrumento para a melhoria da qualidade de vida de pequenos agricultores e comunidades rurais, em relação ao saneamento ambiental.

 
Abordagem ambiental interdisciplinar em bacias hidrográficas no Estado do Paraná

abordagam_ambiental.pngOrganizadores:
Mauro Parolin
Cecília Volkmer-Ribeiro
Josimeire Aparecida Leandrini
ISBN: 978-85-88753-15-0
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O livro “Abordagem ambiental interdisciplinar em bacias hidrográficas no Estado do Paraná” enfoca diferentes temas das ciências geográficas e biológicas que, pela abrangência e completude de cada capítulo, interessarão a um público amplo. O primeiro capítulo  inicia com a origem e evolução da Terra, para na sequência apresentar de forma brilhante os aspectos geográficos e geológicos do Estado do Paraná. O  segundo  capítulo  inicia  com uma  excelente  exposição sobre as principais causas que afetam o clima no Planeta e os principais métodos utilizados nos estudos do Quaternário. Os autores detalham, na  sequência, as mudanças que ocorreram no Quaternário em várias regiões do Estado do Paraná, sempre associando o clima aos tipos de vegetação que dominaram cada região em épocas  passadas.  No  terceiro  capítulo,  são  descritas  as  principais  bacias hidrográficas do Estado, não escapando aos autores aspectos acerca da geologia, clima,  relevo e  tipos de vegetação, além de  informações históricas e culturais. As esponjas, tratadas no quarto capítulo, são inicialmente enfocadas sob a ótica biológica, ecológica e evolutiva, para então serem introduzidos os métodos de  estudos  desse  interessante  grupo  de  organismos.  Em seguida  os  autores apresentam a descrição de todas as espécies de esponjas registradas no Estado do Paraná relacionando-as com o grau de preservação ambiental. Por fim, o capítulo que  aborda  as diatomáceas  apresenta  aspectos gerais  acerca de  sua biologia  e ecologia. Detalhes de coleta e preservação, além de uma chave de identificação para espécies coletadas em alguns riachos do Paraná, fazem desse capítulo uma contribuição considerável  para  os  pesquisadores  que  pretendem  iniciar  ou  se , aprofundar  nos  estudos  dessas  algas.  Esses dois capítulos representam uma importante contribuição para biólogos  interessados  em  biomonitoramento  e geógrafos  interessados em estudos paleoclimáticos.